quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Discurso do Vice-Prefeito Municipal e Secretário de Educação de Jaguari, Milton José Bolzan, na abertura da Semana da Pátria

Bom dia senhoras e senhores gostaria de iniciar o meu discurso referindo-me a um importante episódio da história do nosso Brasil. Chamamos de Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política do nosso país do reino de Portugal, no início do século XIX. Oficialmente, a data adotada é 7 de setembro de 1822, momento em que ocorreu o chamado “Grito do Ipiranga”. Segundo a história oficial, às margens do riacho Ipiranga o Príncipe Regente D. Pedro, bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte! Segundo os livros de história o início do processo de independência se deu com à chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808, quando a Corte Portuguesa transferiu-se para o Brasil, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte. A independência do Brasil marca o fim do domínio português sobre o Brasil, ou seja, representa a conquista da nossa autonomia enquanto nação. Mas nessa ocasião em que celebramos a independência do Brasil, passados mais de dois séculos, nos questionamos: o que representa tal independência para nos cidadãos brasileiros e jaguarienses?
Enquanto vice-prefeito e Secretário Municipal de Educação gostaria de dizer, primeiramente, que celebrar é um ritual que une a memória do passado com a esperança no futuro. Pensando na contribuição da educação para a formação do cidadão jaguariense, acredito que nosso papel enquanto poder público responsável, deva ser formar cidadãos conscientes de seu papel na sociedade, que todo jaguariense saiba respeitar as diferenças sociais e culturais dos demais e que tenham sempre consigo que a melhor maneira de transformarmos nossa própria realidade é tendo uma posição esclarecida e crítica acerca das nossas ações e das ações dos outros para conosco. Isso tudo é possível através da educação.
Em segundo lugar, gostaria de mencionar que qualquer processo educativo só é possível quando cumprimos nosso papel social com paixão. A paixão permite que em tempos de globalização e de consumo desenfreado, acabemos por nos tomar pelo sentimento pátrio. Sim, estou falando de patriotismo, de amor filial à nação. É preciso que nos demos conta de que foi a educação, ao longo da história, que transformou essas paixões em leis cívicas, ou seja, o homem, as leis ensinou a si mesmo. A educação assim como a leis, assim como a própria nação, são construções sociais, não são alheias a nós, são realizadas por mim, por você, todos os dias, através de nossas ações e atitudes no convívio social.
Em terceiro e último lugar, é preciso perguntar a cada um de nós, numa oportunidade festiva como a de agora, não o que esperamos da vida a partir de nossos valores particulares, mas, antes, perguntar-se o que a vida - a sociedade, a Pátria Brasil – espera de nós como cidadãos? Se formos capazes de ensinar nossas crianças e nossos jovens a viverem com a consciência de que o bem comum é, com o perdão da redundância, de todos nós, encontraremos o caminho certo para a construção de uma Jaguari solidária, fraterna e cada dia melhor de se viver. Se isso acontecer, nós teremos cumprido nossa missão de formar homens e mulheres com poder de transformar o mundo e ao fazer isso, certamente estarão transformando a si próprios. Creio que isto é dever cívico. Isto é amor a Pátria!
Vamos participar, com alegria, senso crítico e propositivo, desta semana da pátria, em que comemoramos 189 anos de independência.
Obrigado!

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